domingo, 26 de julho de 2015

Problematizando a organização do ensino de História

O texto abaixo é a resenha que fiz de um texto que tem o mesmo nome do título desta postagem e que atende ao que quero levantar como discussão / reflexão principalmente para meus amigos professores.


  A autora nesse texto compartilha sua vasta experiência, discute o fato de se ter pouco espaço para planejar e discutir no sentido de avaliar o plano de aula e a aula dada. Menciona que nas aulas de estágio e de seminário os alunos relatam essa falta. O ponto de partida, no que se refere a esse tópico, é que a aula é uma forma de organização do ensino na escola, envolvendo um planejamento.

  No que diz respeito especificamente a aula de História percebeu que, na aula de História, há ainda, mesmo que fracamente, o vínculo entre períodos históricos e a seqüência cronológica dos fatos históricos a ensinar, algumas vezes não explorados. Ou seja, para o aluno do curso de História, os vínculos entre os conteúdos são construídos fora da aula, pelo seu próprio conhecimento considero que nesse sentido somos então privilegiados mesmo que tenhamos que melhorar ainda e muito. Pois temos um norte e ao menos quando fazemos a disciplina de estágio e agora no exercício da profissão temos a oportunidade de realizar a proposta que não é somente da autora conforme ela mesmo informa e cita os autores com os quais ela concorda que pensam que deve haver essa análise (Knauss, 1996, Grinberg, 2000,Cardona, 2002), e inclusive o documento dos Parâmetros Curriculares pois ela se preocupa com os relatos do aluno da disciplina de estágio que,  por considerarem cada aula única e considerarem ter esses 90 minutos para concluir o raciocínio e a transposição de um tema, poderia na opinião dos mesmos em sua idéia, mas não deveria,  deixar de se preocupar com o que foi aprendido antes e com a avaliação do alcance de seu objetivo final.

  Com isso há uma crítica que diz que devemos ter, a exposição do professor, mas usando alternativas de busca de informações, como a pesquisa. Essa pesquisa também se voltaria à análise de fontes para análise do historiador  como exercício de interpretação e de crítica do aluno. Esse seria o modelo de aula ideal a ser realizado e nesse modelo se considera o conteúdo antes aprendido e a opinião do aluno. São também propostas atividades; atividades permanentes devem ser realizadas regularmente (todo dia, uma vez por semana ou a cada 15 dias). Elas têm um lugar mais ou menos fixo nos protocolos de aula e servem para familiarizar os alunos com determinados conteúdos e constituir práticas, tais como a leitura e a escrita que são muito importantes nesse processo.
 
Tomando as atitudes mencionadas a aula será mais eficaz não esquecendo da necessidade de na preparação da aula, o professor tentar preencher algumas lacunas que possam existir. A alternativa da análise de fontes e crítica dessas fontes pelos alunos, claro que com orientação do professor é muito interessante e se coloca como a melhor no momento.

  Tornando mais complexa a discussão a autora divide em  3 tópicos o planejamento de aula e a aplicação de atividades vejamos :

“Assumimos aqui uma nomenclatura surgida da proposta de organização das aulas a partir de três perspectivas que podem se complementar: atividades permanentes, projetose seqüências didáticas.Atividades permanentes devem ser realizadas regularmente (todo dia,uma vez por semana ou a cada 15 dias). Elas têm um lugar mais ou menos fixo nos protocolos de aula e servem para familiarizar os alunos com determinados conteúdos e constituir práticas, tais como a leitura e a escrita. O projeto didático é uma modalidade de organização das aulas que muitas vezes se confunde com os projetos institucionais (que envolvem a escola toda). Suas principais características são a existência de um produto final e objetivos mais abrangentes. Normalmente, por serem temáticos,representam uma possibilidade de trabalho interdisciplinar, mas correm o risco de tratarem os conteúdos programáticos de forma superficial. A sequência didática é uma proposta em que professor e aluno realizam atividades que se constituem como passos da aula ou de um conjunto deaulas. Cada passo permite que o próximo seja realizado. O objetivo é focalizar conteúdos mais específicos que os dos projetos temáticos..A continuidade planejada entre as atividades caracteriza a seqüência didática. Na proposta que fazemos, essa continuidade se remete ao estabelecimento de conteúdos de relevância e atividades variadas, do professor e também do aluno, que permitem seu ensino e aprendizagem.”

(ROCHA, p.4 )

  Além dessas sugestões  ela mostra de forma clara como fazer a montagem de planos de aula e curso e como devem ser aplicados, enfatiza que o professor precisa ser dedicado e atuante para poder dar conta de realizar todo esse conjunto de propostase ter sucesso no resultado.

  Acredito também que esse seja o caminho, essa é a proposta que quero levar para a sala de aula ainda que  custe mais tempo e trabalho, tenho a percepção de que a educação no geral só vai melhorar com a consequencia da aplicação de um ensino como esse proposto em oposição ao que vem sendo aplicado.Não posso deixar de mencionar que uma boa estrutura escolar proporciona facilidade nessa aplicação, investimentos são necessários.

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