A
autora nesse texto compartilha sua vasta experiência, discute o fato de se ter
pouco espaço para planejar e discutir no sentido de avaliar o plano de aula e a
aula dada. Menciona que nas aulas de estágio e de seminário os alunos relatam
essa falta. O ponto de partida, no que se
refere a esse tópico, é que a aula é uma forma de organização do ensino na
escola, envolvendo um planejamento.
No que diz respeito especificamente a aula de
História percebeu que, na aula de História, há ainda, mesmo que fracamente, o
vínculo entre períodos históricos e a seqüência cronológica dos fatos históricos
a ensinar, algumas vezes não explorados. Ou seja, para o aluno do curso de
História, os vínculos entre os conteúdos são construídos fora da aula, pelo seu
próprio conhecimento considero que nesse sentido somos então privilegiados
mesmo que tenhamos que melhorar ainda e muito. Pois temos um norte e ao menos
quando fazemos a disciplina de estágio e agora no exercício da profissão
temos a oportunidade de realizar a proposta que não é somente da autora
conforme ela mesmo informa e cita os autores com os quais ela concorda que
pensam que deve haver essa análise (Knauss, 1996, Grinberg, 2000,Cardona,
2002), e inclusive o documento dos Parâmetros Curriculares pois ela se preocupa
com os relatos do aluno da disciplina de estágio que, por
considerarem cada aula única e considerarem ter esses 90 minutos para concluir
o raciocínio e a transposição de um tema, poderia na opinião dos mesmos em sua
idéia, mas não deveria, deixar de se
preocupar com o que foi aprendido antes e com a avaliação do alcance de seu
objetivo final.
Com isso há uma crítica que diz que devemos
ter, a exposição do professor, mas usando alternativas de busca de informações,
como a pesquisa. Essa pesquisa também se voltaria à análise de fontes para
análise do historiador como exercício de
interpretação e de crítica do aluno. Esse seria o modelo de aula ideal a ser
realizado e nesse modelo se considera o conteúdo antes aprendido e a opinião do
aluno. São também propostas atividades; atividades permanentes devem ser realizadas
regularmente (todo dia, uma vez por semana ou a cada 15 dias). Elas têm um
lugar mais ou menos fixo nos protocolos de aula e servem para familiarizar os
alunos com determinados conteúdos e constituir práticas, tais como a leitura e
a escrita que são muito importantes nesse processo.
Tomando
as atitudes mencionadas a aula será mais eficaz não esquecendo da necessidade
de na preparação da aula, o professor tentar preencher algumas lacunas que
possam existir. A alternativa da análise de fontes e crítica dessas fontes pelos
alunos, claro que com orientação do professor é muito interessante e se coloca
como a melhor no momento.
Tornando mais complexa a discussão a autora
divide em 3 tópicos o planejamento de
aula e a aplicação de atividades vejamos :
“Assumimos aqui uma nomenclatura surgida da proposta de organização das
aulas a partir de três perspectivas que podem se complementar: atividades
permanentes, projetose seqüências didáticas.Atividades permanentes devem ser
realizadas regularmente (todo dia,uma vez por semana ou a cada 15 dias). Elas
têm um lugar mais ou menos fixo nos protocolos de aula e servem para
familiarizar os alunos com determinados conteúdos e constituir práticas, tais
como a leitura e a escrita. O projeto didático é uma modalidade de organização
das aulas que muitas vezes se confunde com os projetos institucionais (que
envolvem a escola toda). Suas principais características são a existência de um
produto final e objetivos mais abrangentes. Normalmente, por serem
temáticos,representam uma possibilidade de trabalho interdisciplinar, mas
correm o risco de tratarem os conteúdos programáticos de forma superficial. A
sequência didática é uma proposta em que professor e aluno realizam atividades
que se constituem como passos da aula ou de um conjunto deaulas. Cada passo
permite que o próximo seja realizado. O objetivo é focalizar conteúdos mais
específicos que os dos projetos temáticos..A continuidade planejada entre as
atividades caracteriza a seqüência didática. Na proposta que fazemos, essa
continuidade se remete ao estabelecimento de conteúdos de relevância e
atividades variadas, do professor e também do aluno, que permitem seu ensino e
aprendizagem.”
(ROCHA,
p.4 )
Além dessas sugestões ela mostra de forma clara como fazer a
montagem de planos de aula e curso e como devem ser aplicados, enfatiza que o
professor precisa ser dedicado e atuante para poder dar conta de realizar todo
esse conjunto de propostase ter sucesso no resultado.
Acredito também que esse seja o caminho, essa
é a proposta que quero levar para a sala de aula ainda que custe mais tempo e trabalho, tenho a percepção
de que a educação no geral só vai melhorar com a consequencia da aplicação de
um ensino como esse proposto em oposição ao que vem sendo aplicado.Não posso
deixar de mencionar que uma boa estrutura escolar proporciona facilidade nessa
aplicação, investimentos são necessários.
Nenhum comentário:
Postar um comentário